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Sinopse: «Um documento cheio de esperança, escrito por uma adolescente atingida pela depressão.
Aos 14 anos, Mathilde sente-se mal.
Diagnóstico: depressão.Ao sair do hospital, continua sem compreender as razões do seu sofrimento, mas sabe muito bem por que razão deve continuar a viver. E foi por isto que ela escreveu este relato, luminoso e terno, para nos dizer que é possível ultrapassar uma situação tão terrível. A depressão do adolescente nada tem a ver com a depressão no adulto. Não provoca um sentimento de culpa. Acima de tudo, é um terramoto: abala as certezas, cria o medo de sermos quem somos, o receio de não amar e de não ser amado.
Mathilde uma adolescente «sobredotada», o que não significa que ela é mais inteligente, mas sim que ela armazena maior quantidade de emoções e de percepções que os outros. Assim, Mathilde é capaz de descrever, com uma sensibilidade extrema e numa escrita lúcida, o universo de uma jovem que se despedaça contra a vida.»
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Opinião pessoal: Sempre gostei de relatos de histórias pessoais, e este não foi excepção.
A Mathilde, apesar de ter apenas 16 anos, soube transpor para o papel aquilo que lhe ia na alma. Penso que ajudou o facto de ela ser sobredotada.
A depressão, conjuntamente com um distúrbio alimentar, a anorexia, são problemas bastante comuns hoje em dia na nossa sociedade.
O facto de ela se sentir só e não se sentir amada, e a somar a tudo isto, o caso dela estar sempre preocupada em agradar aos outros, e a questionar-se constantemente sobre o sentido da vida, conduziu-a a um quarto de hospital, onde conheceu pessoas com os mesmos problemas, ou mesmo piores do que os dela, o que a levou a valorizar a vida e a perceber que, no fim de contas, ela até era feliz com a vida que levava e com aquilo que tinha.
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