terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"As dez figuras negras" - Agatha Christie

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Sinopse: "Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon.
Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…O que se segue é uma obra-prima de terror.
À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?"

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Opinião pessoal: Quando comecei a ler este livro, aquele início na carruagem do comboio soou-me a algo familiar, o que me fez ir espreitar o título original do mesmo. "And then there were none", foi um livro que comecei a ler na sua língua original, inglês, no meu 11º ou 12º ano, mas que não terminei.
Daí ter sido uma agradável surpresa para mim.
A Agatha é sobejamente conhecida pelos seus policiais, e sendo a primeira obra que leio dela, fiquei rendida e convencida da sua capacidade de enredo e mistério. Descobri recentemente que ela é disléxica, o que me dá mais um motivo para lhe “tirar o chapéu”, pois pensei que as palavras "Escritor(a)" e "Dislexia" dificilmente poderiam estar relacionadas de forma tão positiva.
É sem dúvida, uma das autoras, cujas obras irei continuar a ler.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

Selinho de Natal :-)


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Lígia, querida, muito obrigada por teres escolhido o meu Blog e por te teres lembrado de mim!!Não sei se é assim que se faz, mas cá vai...
Seguindo as regras, vou colocar os cinco livros que gostaria de receber no sapatinho (escolha difícil, claro) e passar o selo a três blogues.

Livros:
"O símbolo perdido" - Dan Brown
"Um mundo sem fim" - Ken Follett
"Fúria divina" - José Rodrigues dos Santos
"A filha secreta" - Lisa Gardner
"2666" - Roberto Bolaño
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domingo, 29 de novembro de 2009

"No teu Deserto" - Miguel Sousa Tavares

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Sinopse: O novo «Quase Romance» de Miguel Sousa Tavares. Há viagens sem regresso nem repetição. «Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.» «Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.» «Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

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Opinião pessoal: Desengane-se quem espera deste livro uma obra de arte.

Fica muito aquém doutros livros do autor, tal como, "Equador", "Sul" e "Rio das flores".

É um discurso a duas vozes. A de um homem de 36 anos e uma loiraça de 21. E à partida, já não é difícil de adivinhar o que vai na mente de cada um... principalmente da do homem :-P

Juntos, partem rumo à aventura no deserto, sem terem travado conhecimento anteriormente, e criam laços de intimidade e empatia, que não vai para além de um olhar, um gesto e um toque intencional sem pretensões de o parecer. Daí a definição de "Um quase romance", precisamente porque não chega a haver romance.

Tem um final um pouco triste.

Ah, lê-se num instantinho. Só tem 124 páginas, letras grandes e alguns diálogos. Foi a minha leitura de fim-de-semana ehehehehe

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"O cego de Sevilha" - Robert Wilson

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Sinopse: "É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver.
Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável.
Cheio de história, tensão e intriga, "O Cego de Sevilha" é um romance intenso que prenderá o leitor até à última página. Um dos mais evocativos, absorventes e inteligentes thrillers psicológicos de sempre."

"O cego de Sevilha" é o primeiro livro da série Javier Falcón.
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Opinião pessoal: Esperava um pouco mais deste policial.

Gostei bastante da parte dos diários de Francisco Fálcon, da descrição da guerra, dos seus actos e pensamentos mais vis...

A parte que ficou aquém foi o ritmo e o suspense.

Mas, não deixou de valer a pena a sua leitura :-)

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"O Meu Pé de Laranja Lima" - José Mauro de Vasconcelos

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Sinopse: "Este livro retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.
Zezé era um rapazinho muito interessado pela vida, adorava saber e aprender coisas novas, novas palavras, palavras difíceis... que o seu tio lhe ensinava. Contudo, passava a vida a fazer traquinices pela rua, a pregar peças aos outros e muitas vezes acabava por ser castigado e repreendido pelos pais ou pelos irmãos, que passavam a vida a dizer que era um mau menino, sempre a fazer maldades. Todos estes fatores e o fato de não passar muito tempo com a mãe, visto que esta trabalhava muito, faziam com que Zezé, muitas vezes, não encontrasse na família o carinho e a ternura que qualquer criança precisa.
Ao mudarem de casa, Zezé encontra no quintal da sua nova moradia um pequeno pé de laranja lima, inicialmente a idéia de ter uma árvore tão pequena não lhe agrada muito, mas à medida que este vai convivendo com a pequena árvore e ao desabafar com esta, repara que ela fala e que é capaz de conversar consigo, tornando-se assim o seu grande amigo e confidente, aquele que lhe dava todo o carinho que Zezé não recebia em casa da sua família. Ao longo da história vão acontecendo vários episódios na vida deste menino, uns mais alegres, outros mais tristes, que nos transmitem uma grande lição de vida e do modo como agir perante diversas situações, pois apesar de ter apenas cinco anos, Zezé já tinha atitudes que qualquer criança comum nunca teria, fazendo-nos então pensar um pouco acerca de nós mesmos e das nossas atitudes perante determinadas situações."
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Opinião pessoal: Como diria o brasileiro: "Amei esse livro!"
Ler este livro, para mim, foi ver o mundo através dos olhos de um menino de cinco anos, precoce, pobre, traquinas, mas muito meigo e ternurento.
Não sei como vocês classificam um bom livro, mas para mim é aquele que me desperta emoções, me faz sentir empatia, revolta, ternura, ou o que quer que seja, pelas personagens e situações que relata.
E este foi um desses livros.
Confesso que há muito muito tempo um livro não me punha a deitar a lágrima, mas este conseguiu.
O retrato de pobreza numa a família numerosa, o desemprego do pai e a consequente falta de dinheiro para comprar uma simples prenda de Natal, por mais simbólica que fosse, aos próprios filhos, é de cortar o coração.
Adorei a maneira como o Zezé tratava os irmãos: o Totoca (António, de seu nome original), e a Godoía (Glória), desarmaram-me logo!
E depois aquele interesse incessante, aquela curiosidade em querer saber sempre mais, em querer compreender o significado de todas as palavras que ouvia e que o tio lhe ensinava.
As cenas mais marcantes:
Quando o Zezé anda a roubar flores para levar à professora, porque não suporta ver o copo da secretária sempre vazio.
As voltas que ele dá no dia de Natal, para tentar pôr o pai com um sorriso nos lábios.
As surras monumentais, de caixão à cova. Surreal!
A amizade que cria com o Portuga e o desfecho da mesma... snif snif...
Resumindo e concluido, um livro de leitura obrigatória, a não perder mesmo!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"A Viagem do elefante" - José Saramago

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Sinopse: "Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário." (in wook)

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Opinião Pessoal: Dos livros que li do Saramago, foi o que menos me cativou.

A história é muito básica, sem grandes peripécias, ele mesmo o admite no final do livro.

E agora o Sr. Saramago para além de não fazer parágrafos, estilo a que já nos tinha habituado, também não escreve os nomes próprios com letra maiúscula (será que anda a plagiar Valter Hugo Mae? lol)

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sábado, 24 de outubro de 2009

Novas aquisições :-D

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Ontem, no Mercado de Oportunidades do Funchal, encontrei umas pérolas literárias a preço de chuva!
São livros que saíram numa colecção do jornal DN: Os grandes génios da literatura universal.
Mais uns amiguinhos que vão para a prateleira, mas que não ficam esquecidos! Até porque tenho o desafio pessoal dos 1001 livros para ler antes de morrer e algumas das obras que adquiri figuram na lista :-)
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Aqui fica a lista:
"Nossa senhora de Paris" - Victor Hugo
"Quo Vadis?" - Henryk Sienkiewicz
"O moinho à beira do rio" - George Eliot
"Germinal" - Zola
"A Cartuxa de Parma" - Stendhal
"Fausto" - Goethe
"As mil e uma noites" - Antoine Galland
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Bom fim-de-semana!
Aproveitem e façam como eu, ponham as leituras em dia!
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