domingo, 29 de novembro de 2009

"No teu Deserto" - Miguel Sousa Tavares

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Sinopse: O novo «Quase Romance» de Miguel Sousa Tavares. Há viagens sem regresso nem repetição. «Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.» «Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.» «Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

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Opinião pessoal: Desengane-se quem espera deste livro uma obra de arte.

Fica muito aquém doutros livros do autor, tal como, "Equador", "Sul" e "Rio das flores".

É um discurso a duas vozes. A de um homem de 36 anos e uma loiraça de 21. E à partida, já não é difícil de adivinhar o que vai na mente de cada um... principalmente da do homem :-P

Juntos, partem rumo à aventura no deserto, sem terem travado conhecimento anteriormente, e criam laços de intimidade e empatia, que não vai para além de um olhar, um gesto e um toque intencional sem pretensões de o parecer. Daí a definição de "Um quase romance", precisamente porque não chega a haver romance.

Tem um final um pouco triste.

Ah, lê-se num instantinho. Só tem 124 páginas, letras grandes e alguns diálogos. Foi a minha leitura de fim-de-semana ehehehehe

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"O cego de Sevilha" - Robert Wilson

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Sinopse: "É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver.
Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável.
Cheio de história, tensão e intriga, "O Cego de Sevilha" é um romance intenso que prenderá o leitor até à última página. Um dos mais evocativos, absorventes e inteligentes thrillers psicológicos de sempre."

"O cego de Sevilha" é o primeiro livro da série Javier Falcón.
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Opinião pessoal: Esperava um pouco mais deste policial.

Gostei bastante da parte dos diários de Francisco Fálcon, da descrição da guerra, dos seus actos e pensamentos mais vis...

A parte que ficou aquém foi o ritmo e o suspense.

Mas, não deixou de valer a pena a sua leitura :-)

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"O Meu Pé de Laranja Lima" - José Mauro de Vasconcelos

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Sinopse: "Este livro retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.
Zezé era um rapazinho muito interessado pela vida, adorava saber e aprender coisas novas, novas palavras, palavras difíceis... que o seu tio lhe ensinava. Contudo, passava a vida a fazer traquinices pela rua, a pregar peças aos outros e muitas vezes acabava por ser castigado e repreendido pelos pais ou pelos irmãos, que passavam a vida a dizer que era um mau menino, sempre a fazer maldades. Todos estes fatores e o fato de não passar muito tempo com a mãe, visto que esta trabalhava muito, faziam com que Zezé, muitas vezes, não encontrasse na família o carinho e a ternura que qualquer criança precisa.
Ao mudarem de casa, Zezé encontra no quintal da sua nova moradia um pequeno pé de laranja lima, inicialmente a idéia de ter uma árvore tão pequena não lhe agrada muito, mas à medida que este vai convivendo com a pequena árvore e ao desabafar com esta, repara que ela fala e que é capaz de conversar consigo, tornando-se assim o seu grande amigo e confidente, aquele que lhe dava todo o carinho que Zezé não recebia em casa da sua família. Ao longo da história vão acontecendo vários episódios na vida deste menino, uns mais alegres, outros mais tristes, que nos transmitem uma grande lição de vida e do modo como agir perante diversas situações, pois apesar de ter apenas cinco anos, Zezé já tinha atitudes que qualquer criança comum nunca teria, fazendo-nos então pensar um pouco acerca de nós mesmos e das nossas atitudes perante determinadas situações."
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Opinião pessoal: Como diria o brasileiro: "Amei esse livro!"
Ler este livro, para mim, foi ver o mundo através dos olhos de um menino de cinco anos, precoce, pobre, traquinas, mas muito meigo e ternurento.
Não sei como vocês classificam um bom livro, mas para mim é aquele que me desperta emoções, me faz sentir empatia, revolta, ternura, ou o que quer que seja, pelas personagens e situações que relata.
E este foi um desses livros.
Confesso que há muito muito tempo um livro não me punha a deitar a lágrima, mas este conseguiu.
O retrato de pobreza numa a família numerosa, o desemprego do pai e a consequente falta de dinheiro para comprar uma simples prenda de Natal, por mais simbólica que fosse, aos próprios filhos, é de cortar o coração.
Adorei a maneira como o Zezé tratava os irmãos: o Totoca (António, de seu nome original), e a Godoía (Glória), desarmaram-me logo!
E depois aquele interesse incessante, aquela curiosidade em querer saber sempre mais, em querer compreender o significado de todas as palavras que ouvia e que o tio lhe ensinava.
As cenas mais marcantes:
Quando o Zezé anda a roubar flores para levar à professora, porque não suporta ver o copo da secretária sempre vazio.
As voltas que ele dá no dia de Natal, para tentar pôr o pai com um sorriso nos lábios.
As surras monumentais, de caixão à cova. Surreal!
A amizade que cria com o Portuga e o desfecho da mesma... snif snif...
Resumindo e concluido, um livro de leitura obrigatória, a não perder mesmo!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"A Viagem do elefante" - José Saramago

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Sinopse: "Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário." (in wook)

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Opinião Pessoal: Dos livros que li do Saramago, foi o que menos me cativou.

A história é muito básica, sem grandes peripécias, ele mesmo o admite no final do livro.

E agora o Sr. Saramago para além de não fazer parágrafos, estilo a que já nos tinha habituado, também não escreve os nomes próprios com letra maiúscula (será que anda a plagiar Valter Hugo Mae? lol)

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sábado, 24 de outubro de 2009

Novas aquisições :-D

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Ontem, no Mercado de Oportunidades do Funchal, encontrei umas pérolas literárias a preço de chuva!
São livros que saíram numa colecção do jornal DN: Os grandes génios da literatura universal.
Mais uns amiguinhos que vão para a prateleira, mas que não ficam esquecidos! Até porque tenho o desafio pessoal dos 1001 livros para ler antes de morrer e algumas das obras que adquiri figuram na lista :-)
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Aqui fica a lista:
"Nossa senhora de Paris" - Victor Hugo
"Quo Vadis?" - Henryk Sienkiewicz
"O moinho à beira do rio" - George Eliot
"Germinal" - Zola
"A Cartuxa de Parma" - Stendhal
"Fausto" - Goethe
"As mil e uma noites" - Antoine Galland
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Bom fim-de-semana!
Aproveitem e façam como eu, ponham as leituras em dia!
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Fúria Divina" - José Rodrigues dos Santos

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O novo romance de José Rodrigues dos Santos está aí a rebentar!
A aventura de Tomás Noronha (para mim, o Robert Landon português) continua...

Sinopse: "Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU. Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão.
Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.
Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.
Este romance foi revisto por uma dos primeiros operacionais da Al-Qaeda." (in wook)
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Gosto bastante dos livros de JRS. Já li todos os romances, mas o meu favorito foi mesmo "O sétimo selo", que trata um tema actual e urgente que é o aquecimento global. Deveria ser leitura obrigatória, para ver se despertava algumas mentes adormecidas no que toca a ecologia e desenvolvimento sustentável!

Equiparo muito os livros dele com os de Dan Brown. Daí a minha comparação da personagem Robert Landon com Tomás Noronha.

São livros que apesar de grossos, se lêem bem, pois são histórias com ritmo e que deixam o bichinho de descobrir o que se vai passar a seguir.

Este vai com certeza ser uma das minhas futuras leituras :-)

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Ao Virar dos Trinta" - Mike Gayle

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Sinopse: "Matt Beckford está à beira dos trinta, idade quase mítica com que sempre sonhou, limiar que deverá finalmente revelar-lhe o adulto que existe nele, o número mágico que lhe trará todas aquelas coisas que ao longo dos anos considerou como parte da maturidade. Matt sempre se imaginou, também festejando o seu trigésimo aniversário ao lado de uma companheira, a pessoa feita para ele, finalmente encontrada depois de todos aqueles loucos anos de procura.
Mas descobre que nada pode tomar-se por garantido... principalmente quando Elaine, com quem vive há vários anos, rompe uma relação que parecia estável. Matt deixa então Nova Iorque onde tem trabalhado, para revisitar a velha Birmingham natal, do outro lado do oceano. Outra vez em casa dos pais, no seu quarto de solteiro, cumprindo os eternos rituais, tem a sensação de enlouquecer.
O reencontro com os amigos e amigas que o acompanharam desde os tempos de escola, e agora, como ele, na chegada dos trinta, confronta-o com a singularidade de cada destino. Matt debate-se entre a nostalgia do passado e a expectativa do que virá...
Um livro escrito na primeira pessoa, refrescantemente espirituoso, que capta de forma tocante, sob os tons claros de riso e da ironia, o que de doloroso e vulnerável existe em cada ser." (in Wook)
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Opinião pessoal: Gostei, gostei!
Um livro descontraido e divertido.
Mike um jovem prestes a tornar-se trintão, idade que sempre aguardou com grande expectativa (tipo quando estamos mortinhos por ter 18 anos, mas quando finalmente temos não notamos grandes modificações na nossa vida) começa a ver a sua vida dar uma grande volta quando termina a relação com a namorada, volta para o seu país de origem, para casa dos pais e reencontra alguns antigos colegas de liceu e antigas relações amorosas também.
A minha parte preferida era quando Mike encontrava algum colega de escola no hiper e se punha a pensar "Jane Mason, a pessoa com maior probabilidade de se tornar modelo fotográfico, agora caixa de supermercado.." esta parte é totalmente inventada, foi só um exemplo, atenção.
Também achei piada à troca de mails entre Matt e Elaine. Seria bom que todas as relações terminassem de maneira tão subtil e cordial.
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